Passeava eu pela FIA ( Feira Internacional de Artesanato), quando de repente dou com o stand alusivo ao artesanato da Palestina. Não contabilizei o tempo que levei a apreciar as peças expostas, mas deve ter sido alguns minutos. Fiquei completamente baralhado. Então mas os palestinianos não são muçulmanos, pelo menos na sua grande maioria? Eu contava que sim. Todo o stand estava repleto de imagens trabalhadas em madeira alusivas a Jesus Cristo. Eram estatuetas, eram crucifixos... confesso que fiquei tentado a perguntar ao tipo do stand se aquele era o artesanato típico lá da terra dele, mas ao mesmo tempo tive receio de ouvir como resposta que os seguranças não tinham deixado entrar o original. Resolvi então seguir caminho na ignorância, que por vezes é a nossa melhor amiga.
Rui Costa diz que o Sporting não se pode ilibar de responsabilidades relativas aos desacatos no último jogo de juniores na Academia do Sporting em Alcochete, visto não ter condições para receber tal jogo.
Caro Rui Costa,
Nunca na história da Academia do Sporting, ainda curta é certo, mas já com eventos de responsabilidade no curriculum, houve semelhantes problemas.
È certo que por mais boa vontade que se tenha em organizar algo diferente num país que gostava de levar famílias ao futebol, existem certo tipo de animais que só podem ser recebidos se forem em caixas virtuais de polícia ou em jaulas. A mim não me espanta, e vindo de onde veio a iniciativa dos ataques, ainda menos me espanta.
Hoje os blogues na net estão entupidos de artigos acerca do Michael Jackson. O meu vai ser curto. Não, não sou fã nem nunca fui do Michael Jackson ou do estilo dele, mas reconheço-lhe o valor que teve no panorama musical. Para mim, existem 4 a 5 músicas que gosto e considero terem marcado uma época. De resto, era excêntrico e polémico como muitos outros o foram ou são no mundo do espectáculo. Se era bom ou mau rapaz, se era pedófilo ou não, nunca vamos saber. Sabemos que foi preto e agora era branco, que tinha problemas de saúde e provavelmente agravou-os com as excentricidades. E há outra coisa que também sabemos, é que o título de rei da Pop, muito provavelmente nunca lhe será tirado, não por compaixão, mas porque o record de vendas de um disco, é dele, e com a quebra de vendas que as editoras registam actualmente, seja devido à Internet ou à crise mundial, muito provavelmente este coroa será sempre dele. Esta minha homenagem a ele, não se prende ao gosto pessoal como já fiz notar, mas porque ele a merece devido ao que fez pela música e pelo espectáculo.
Não conheço outro adjectivo que consiga resumir e explicar tão aproximadamente aquilo que senti, que vi e vivi durante um curto período de tempo.
A beleza submersa de um mundo que vive tão perto de nós e do qual não nos damos conta, as cores, a paz, o silencio e a imensidão que nos fascina e atemoriza ao mesmo tempo. A repetir sem dúvida.
Foi a realização de um sonho, a qual foi proporcionada pela Dna. Pinokae pela minha Pinokinha que me ofereceram como prenda de aniversário ainda no longínquo Inverno de 2008, um Baptismo de Mergulho no mar em Sesimbra.
Entretanto, comprei uma máquina à prova de água daquelas baratuchas e que não nos dão muita confiança, de qualquer forma e ainda que sem grande qualidade, deu para registar o momento e matar saudades.
A par desta experiência magnífica, felizmente tive a sorte de apanhar um dia daqueles que não aparecem muitas vezes lá para aquelas bandas. Muito calor ao sol, sem vento, a temperatura da água do mar à superfície era de 21 graus e a 6,5 metros de profundidade, 20 graus, com uma visibilidade excelente.
Agora só me resta imaginar, se a esta profundidade é assim, o que será a partir daqui.
Experimentem que não se arrependem.
Durante o mergulho.
A instrutora que me acompanhou durante o mergulho.
Só podia mesmo inverter o resultado por eles desejado!
Desde sempre me lembro, que foi o Gepeto que criou e andava com o Pinóquio ao colo.
Porque raio puseram eles, o Pinóquio a tomar conta do Gepeto?
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Meus amigos... faltam-me as palavras. Foi de facto do melhor a todos os níveis. Um ambiente fantástico. Impressionou a mistura de gerações que delirava da mesma forma com a música, assim como a diversidade de vestes, desde o mais alternativo ao mais “betinho”, tudo se divertiu à grande e da mesma forma, lado a lado, mais cerveja menos cerveja, mais charro menos charro, o espírito era o mesmo, confraternizar com aqueles que são ainda o nº1 do Hard Rock mundial. Mas que grande produção! Obrigado AC/DC, pela noite memorável.
O Angus Young diz que só bebe café. E eu que adorava saber qual é a marca...
Em Dezembro, lamentei-me aqui por não ter feito a visita que desejava ao Gerês quando estive em Braga. Na altura chovia a cântaros e não tive sequer a possibilidade de sair do carro. Mas também garanti que não levaria muito tempo sem lá voltar.
Pois é. Desta vez o clima ajudou e muito. Foi um passeio muitíssimo agradável, com muito sol.
Estive lá de 1 a 3 de Maio, fiz 1225Km com a família. A minha pinokinha depois de ter visto fotografias minhas e da mãe no Gerês ainda antes de ela ter nascido, exigiu molhar o rabo ali, nas cascatas da Portela do Homem, e lá conseguiu fazer o pessoal todo descer os rochedos.
Dos diversos locais onde fizemos refeições, destaco o Soajo. Lá, tivemos o prazer de comer um cabrito assado com “afogado”, acompanhado de vinho verde da zona, numa esplanada com uma vista generosamente invulgar.
Adoro aquilo.
A paisagem, a gastronomia, a simpatia das gentes…
Tudo é de facto delicioso.
Os circuitos foram:
1º Dia : Lisboa - Vila do Gerês – Miradouro da Pedra Bela – Mata da Albergaria – Cascata do Arado – Barragem de Vilarinho das Furnas – Vila do Gerês.
2º Dia :Vila do Gerês – Cascatas da Portela do Homem – Lóbios (Espanha) – Lindoso – Soajo - Srº. Da Peneda (Santuário) – Valença do Minho – Vila do Gerês.
3º Dia : Vila do Gerês – Jardim das Termas – São Bento da Porta Aberta – Braga (Bom Jesus) - Lisboa.
Ainda assim ficou a faltar a visita a muitos locais pela evidente falta de tempo. Fica para a próxima.
Não pensem que deixei de blogar. O tempo é escasso. Dava-me jeito que os dias tivessem 36 horas em vez de 24. No último fim-de-semana estive fora. Foi mais um motivo para não andar por aqui, mas será também motivo de post a revelação por onde andei. Conto começar a vasculhar as vossas tocas brevemente.
Ainda na senda dos posts musicais, disponibilizo aqui para os fãs dos Pearl Jam e do Eddy Vedder a grande entrevista que saiu na Blitz deste mês.
Pessoalmente gosto muito e há muito tempo. Ainda assim, não tanto quanto a Dna. Pinoka que é fãzerrima principalmente do Ed Ved. Devo-lhe a ela em grande parte a descoberta do som dos Pearl Jam, sem duvida uma das bandas protagonistas dos melhores concertos que vi até hoje.
Os Xutos lançam o tema “Sem eira nem beira” e de repente volto ao tempo de escola, das calças rasgadas e dos insubstituíveis All Star. È verdade.
Há muito que desapareceu este tipo de música de intervenção ao som da guitarra eléctrica. Recordo-me dos Censurados, Peste&Sida, entre outros, que eram presença assídua no Walkman.
Destas bandas de rock/punk entre os anos 80 e 90 saiu muita música critica à sociedade e aos políticos. Curiosamente muitos dos temas podem ser transportados até aos dias de hoje e servem que nem uma luva.
Assim, e como na blogosfera há posts em massa do novo tema dos Xutos, que por sinal gosto muito, vou fazer um bocadinho diferente.
Para quem não conhece ainda o tema que já é bandeira em manifestações contra o governo, fica o primeiro vídeo em baixo feito pela TVI, visto não haver ainda o oficial. Para quem é um bocadinho saudosista como eu, ou não conheceu os Censurados, fica o segundo vídeo.
Tenho feito referência a este assunto aqui no blogue sempre que se celebra o dia do pai. Para mim é muito preocupante. Infelizmente muita gente só lhe atribui a devida importância quando passa por alguma situação pouco agradável.
Hoje no debate da SIC conduzido por Rodrigo Guedes de Carvalho, o tema foi “Os filhos do divórcio”, e aborda exactamente o problema que tem sido a causa do meu protesto.
Um debate de extrema importância. Uma ajuda para acabar com alguns conceitos socialmente fora de moda, mas que teimam em persistir.
O meu país é exímio em demonstrar a igualdade em deveres e direitos entre todos os cidadãos, independentemente do seu género sexual.
Uma verdadeira democracia. No serviço público é assim.
Acho muito bem que se as mulheres não podem usar decotes generosos, saltos altos e saias curtas na Loja do Cidadão em Faro, aos homens para que não se fiquem a rir também os proíbam na tropa de pintar as unhas e usar maquilhagem.
A Dna. Pinoka, lá me convenceu a ir até à Bang Bang. Dizia que era só para ver uns desenhos e tal, os preços e fazer a marcação para lá ir noutro dia. Distraí-me, pimba. Mais uma seca.
Ah e tal, afinal dá para fazer já, eles tem um bocadinho de tempo e não sei o quê…
Mas confesso que lá no fundo valeu a pena, a tattoo ficou bué fixe.
Recuando eu à minha infância, com a idade que ela tem, e um dia como o de Domingo seria um verdadeiro suplicio, aliás, nem me veriam lá.
Fico maravilhado com aquilo que a minha pinokinha é e eu não fui.
O costume é ver as crianças ambicionarem ser como os pais, mas isso é natural. Eu gostava de ter tido metade do descaramento que a minha filha tem. È por natureza desinibida e desenrascada, e isso é uma grande vantagem para se ultrapassar obstáculos na vida. Eu, por instinto de “sobrevivência”, tive que aprender a ser assim, não nasceu comigo e até o conseguir foi muito difícil.
Vendo friamente e de fora, tudo parece vulgar no acontecimento. Mas não é. Seja criança ou adulto, é preciso muita coragem para estar em cima de um palco a dançar para uma plateia enorme numa sala de espectáculos cheia que nem um ovo e não lhe fazer mossa.
Não era só a minha filha que lá estava, eram muitos filhos de muitos pais, uns maiores outros ainda mais pequenos, para mim, todos artistas, todos corajosos.
Fartaram-se de trabalhar desde que começaram os ensaios gerais logo pela manhã. Fizeram dois espectáculos seguidos durante a tarde e terminaram como começaram, com um entusiasmo brutal.
O meu papel foi muito mais fácil, ainda assim conseguiu tornar-me tão grande quanto ela foi. Quando todos os adultos esperavam na porta de saída dos artistas pela entrega da criançada, ao anunciarem o nome dela, só tive de levantar a voz, “O pai está aqui. Sou eu!”, e pensar para mim, “Deixem passar a estrela.”.
A minha mãe pediu-me se lhe fazia o favor de fazer chegar á Zon TVCabo uma carta com o pedido de rescisão do contrato de serviço que lhe é prestado, o mais breve possível. È claro que aceitei de imediato satisfazer o pedido, e é também óbvio, que para algo extremamente fácil como era esta missão, existe sempre alguém ou alguma norma que a adorne com detalhes estúpidos e assim dificulte a execução da mesma.
Após procurar na factura do mês anterior, o número de fax para enviar a carta e concluir que não é lá mencionado, pego no telefone e ligo para o número 800 299 499.
“Bom dia! Zon TVCabo. Em que posso ser útil?”
“Bom dia. É possível dar-me o número de fax da Zon TVCabo, por favor?”
“Com quem estou a falar?”
Identifico-me.
“Qual é o número de cliente?”
“0xxxxxxxxx.”
“Este contrato está em nome de uma senhora de nome xxxxxxxxxxx.”
“Exactamente.”
“É para quê o número? Questões comerciais ou cancelamento de serviço?”
“É para cancelar o serviço.”
“Então vou passar a chamada, não desligue por favor.”
“Ok, obrigado.”
Espero.
…
“Bom dia! Zon TVCabo. Em que posso ser útil?”
“Bom dia, é possível dar-me o número de fax da Zon TVCabo, por favor?”
“Com quem estou a falar, por favor?”
Identifico-me.
“Qual é o número de cliente?”
“Umpf! 0xxxxxxxxx.”
“É para quê o numero? Cancelamento de serviço?”
“Sim, é para cancelar o serviço.”
“Vejo que este contrato está em nome de xxxxxxxxxxx.”
“È verdade. È a minha mãe.”
“Tem o número do BI e Fiscal da cliente, para me confirmar?”
“Não. Neste momento não tenho esses dados disponíveis.”
“Então não vai ser possível dar-lhe a informação.”
“AHAHAH!!!” - Gargalhada inevitável. - “Desculpe? Não percebeu. Eu gostaria que me facultasse o número de fax da Zon TVCabo.”
“Sim sim percebi, mas sem o número do BI e Fiscal do titular do contrato, não posso dar essa informação.”
Continuo a rir já com algum controlo. – “Espere aí, o que é que uma coisa tem a ver com a outra?”
“Não é duvidar de si, mas temos de confirmar a quem estamos a dar a informação. Visto a intenção ser cancelar o serviço, temos que ver a situação do contrato e não lhe podemos dar essa informação sem a confirmação.”
“Acho que não percebeu. Vocês têem fax na Zon TVCabo?”
“Sim, temos. Mas preciso deste elementos da identificação da cliente.”
“Ouça, eu não quero saber mais nada além do que pedi. Eu não quero informação se o serviço está regular, se está em divida, se está com crédito. Não quero elementos nem deste, nem de qualquer outro contrato, só quero uma coisa simples, o número do FAX DA ZON TVCABO.”
“Eu percebo. Mas sem essas informações não é possível…”
“Eu não acredito nisto! Isto não é possível. Eu apenas quero um número de fax de uma empresa que presta um serviço ao público, será assim tão difícil?”
“Mas não posso…”
“Vou dar-lhe uma informação já que não me dá a mim; eu tenho a morada da sede da Zon TVCabo, vem nas facturas, por isso se a minha mãe não enviar a carta por fax, envia-lha por correio registado, vai dar no mesmo, apenas simplificamos o processo.”
“Sem os números do…”
“Aarhg! Obrigado pela informação que não me disponibilizaram.”