quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A velhinha Feira das Mercês.

Mais que revoltado, estou triste.

Este ano já não se realiza a velhinha Feira das Mercês que acontecia uma vez por ano. Uma morte anunciada é certo mas faz sempre pena e principalmente pelo motivo que é. A segurança.

Durante a minha adolescência frequentei a Feira das Mercês de dia e de noite sem medo de o fazer a qualquer hora. Mas já há meia dúzia de anos que deixei de lá ir pelo ambiente que se sentia, quando passava perto comprava uma fartura à entrada e seguía caminho.

Recordo com saudades o tempo em que lá andava até horas tardias nos carrosséis, mais tarde e mais crescido, com colegas nos restaurantes a comer a saborosa carne ás Mercês acompanhada com malgas de água-pé e com o cheirinho do coirato assado na brasa.

Se me perguntam então achas mal que não se realize? Não. Tenho é pena.

A GNR fez um parecer em que desaconselha a realização da feira por motivos de segurança e ninguém melhor que eles para avaliarem a situação.

Segundo a Câmara Municipal de Sintra também não existem grandes condições de nível técnico e sanitário. O local onde é realizado o evento irá ser alvo de obras e remodelação, aliás, que há muito deveriam ter começado.

De qualquer forma quando se voltar a realizar, e espero que brevemente, não será igual, uma das alterações é encerrá-la muito mais cedo.

Uma pergunta pertinente.

De quem é a culpa da falta de segurança?

Eu sei. Eu e quem lá ia. É de quem não faz ideia que a feira é centenária e faz parte da tradição de uma freguesia, de um conselho e de um país que teimam em não respeitar. É de quem não tem raízes em lado nenhum e nem procuram ganhá-las. É de quem, com o pretexto reles e nojento de que não está integrado, invade o que é nosso e estraga.

Ai! O que eu gostava que o Sr. José Falcão, homem de sabedoria e multicultural se pronunciasse acerca do tema. É que tem motivo para isso, afinal, muitas das minorias que lá têm o seu negócio de sustento são prejudicadas. O problema seria justificar a acção das minorias que destroem o que é da maioria.

Faz-me pena.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Os dentinhos do Emplastro.

Acho que o Emplastro deve ser o único adepto do Futebol Clube do Porto que ficou com vontade de mostrar os dentes mesmo depois da derrota hoje com o Dínamo Kiev.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tempo Extra = Tempo Perdido.

O programa Tempo Extra deixou de ser um programa de comentário e análise desportiva para passar a ser um programa de tempo perdido.

Um dos problemas do Rui Santos, artista principal, é que lhe confiaram muito tempo de antena.

Rui Santos tem que ser tipo Mantorras, joga só 10 minutos e chega. No caso deste comentador, dar-lhe mais que dez minutos é pecado, começa a analisar pouco e a utilizar o tempo que tem para atacar quem lhe apetece e defender quem não merece.

Mas lá diz o ditado “Pela boca morre o peixe”.

Acabei de ver o Cristiano Ronaldo levar uma tareia do Rui Santos devido ao empate da selecção nacional com a Albânia, segundo ele, de resto esteve tudo aceitável excepto a entrada de Nuno Gomes que talvez devesse ter sido mais cedo.

É deprimente assistir ás alegações defensivas feitas por Rui Santos em nome de Carlos Queiroz.

Nada tenho contra Carlos Queiroz que considero um excelente profissional, mas acaba a levar por tabela.

Rui Santos é ridículo ao ponto de tentar transmitir com grande confiança no que diz, as ideias do seleccionador nacional como se tivesse falado com ele e este lhe tivesse confidenciado porque pôs fulano “A” a jogar e não “B” ou porque escolheu a táctica “X” e não a “Y”.

Mas mais grave que isto é o facto do senhor não discernir o que é bom do que é mau. Para ele qualquer coisa que Queiroz faça é boa, tem atenuantes ou tem uma explicação benevolente.

Reage exactamente ao contrário da época em que era Scolari o seleccionador nacional.

Scolari fez tudo mal. Queiroz faz tudo bem ou com boa intenção.

Scolari punha a equipa a jogar mal, e não convocava os melhores. Queiroz põe a equipa a jogar bem e convoca os melhores.

Só que…Scolari ganhava jogos e a confiança dos portugueses e Queiroz empata ou perde jogos e com isto, a confiança dos adeptos da selecção.

Não sou um defensor acérrimo de Scolari e já aqui o revelei, mas consigo valorizar e reconhecer o que é de valor.

Ao Rui Santos incomoda o sucesso dos outros e tem alvos claramente definidos. Com a saída de cena do Scolari, e o silêncio de Luís Filipe Vieira, resta-lhe aquele que mais prazer lhe dá para a descarga do veneno que o seu organismo produz, o Sporting, passando pelo seu presidente, pelos jogadores e principalmente por Paulo Bento.

Confesso que há muito não assistia ás conversas de Rui Santos ao domingo á noite porque me chateia, maça-me. Mas não pude evitar a curiosidade de ouvir as barbaridades que se adivinhavam a partir do jogo da selecção nacional com a Dinamarca. E ultimamente acabo de rir com o Gato Fedorento e começo novamente quando mudo para a SIC Noticias.

O programa que me dá prazer assistir neste canal chama-se “Dia Seguinte”, porque aqui há críticas, há alvos, há conceitos e ideias defendidas com as cores dos clubes que as suportam perfeitamente identificadas, não como no “Tempo Extra”, que supostamente deveria ser um programa sério de análise e critica futebolística e sai um programa de fantochada onde um iluminado divaga sem direito a resposta e defende este ou aquele indivíduo consoante a simpatia que nutre por ele.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vale e Azevedo, o meu herói.

Começo a simpatizar com o preso mais preso de Portugal. A sério.

Vale e Azevedo é o meu novo herói. E olhem que não é fácil ser assim considerado por mim. Este foi um estatuto por ele conquistado a muito custo ao longo dos tempos.

A simpatia começou a florescer quando me apercebi que um dos seus objectivos era enterrar o Benfica. Depois, alguém que rasga contratos na televisão da forma como ele o fez com a Olivedesportos em directo e participa activamente na colocação do João Pinto no Sporting, só demonstra uma louca coragem que não está ao alcance de qualquer um. Por fim e segundo a comunicação social o ultimo crime que lhe é imputado é por ter feito um milagre.

Quem consegue ganhar 5 milhões de euros com o Scott Minto, o Gary Charles, o Tahar e o Amaral merecia ser beatificado e não preso. Aliás, quem o deveria processar por burla eram os clubes que pagaram por aqueles cepos.

Veja-se, todas as burlas e calotes por ele executados foram só e apenas a ricos ou a empresas que se podem incluir no lote, nunca a pobres, logo, também aqui lhe admiro o gosto refinado pelas vítimas, totalmente coerente com a vida de luxo que leva.

Este homem é ainda detentor de um recorde nacional, quiçá mundial. A prisão mais rápida alguma vez cronometrada pela televisão. Trouxeram-no até a porta em liberdade durante 14 segundos, apanhou ar e arrecadaram-no de novo para não se constipar.

Vale e Azevedo é preso vezes sem conta e há-de ser, apenas porque engana ricos, porque se roubasse pobres nem era notificado quanto mais preso.

Caiu em graça ás autoridades e agora terá de servir de bandeira da justiça pelos crimes de colarinho branco até que o povo se esqueça que não há justiça em Portugal, algo difícil, diga-se.


Eu vou continuar a gritar, “Run Azevedo, run!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Estou curiosíssimo.

Espero ansiosamente pelo comentário do Rui Santos relativamente ao jogo Portugal-Albânia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Um artigo sugestivo.

Após a leitura do artigo em baixo, mais especificamente a primeira parte, o meu inconsciente sugeriu imediatamente um indivíduo.

Será que foi só a mim que aconteceu?




Destak10.10.2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Hoje o Gato trabalhou.

Compensaram perfeitamente o vazio de humor que ficou em falta a semana passada.

Sem necessidade de contenção no elogio, na minha opinião hoje o Gato foi 5 estrelas.

Sem dúvida que me agarraram pelo menos até à semana que vem.

Starbucks, não deu.

Paciência! Ainda não foi desta.

Tentei hoje à tarde ir beber um cafezinho ao Starbucks, mas para variar estava cheio que nem um ovo. Eu como já não tenho paciência para estar em filas por opção, deixo para outro dia na esperança de ser brevemente. Talvez se proporcione durante a semana.

sábado, 11 de outubro de 2008

Haverá cursos destes para os juízes portugueses?

Juíza condena fã de hip-hop a ouvir 20 horas de Beethoven

Mas o meliante só aguentou 15 minutos e decidiu pagar a multa. Ritmos e batidas serão incompatíveis com violinos?

Andrew Vactor, fã de hip-hop norte-americano levado a tribunal por ouvir música demasiado alto no seu automóvel, foi condenado por uma juíza do tribunal de Illinois a pagar uma multa de 150 dólares (aproximadamente 110 euros), mas poderia ter pago consideravelmente menos (26 euros) se tivesse aguentado 20 horas a ouvir Beethoven.

Segundo notícia da Associated Press, Vactor acedeu rapidamente à proposta, mas só conseguiu aguentar 15 minutos de música clássica. "Não consegui aguentar aquilo. Decidi pagar a multa".

A juíza disse que queria que Vactor percebesse o quão difícil é ouvir música de que não se gosta: "Penso que muita gente não gosta de ser forçada a ouvir música", mas acreditava que esta experiência o fizesse "abrir horizontes".

In Blitz


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Se o Manel tivesse empresário...

Nem o “Cebola” evidenciou tanta vontade em trocar de clube como o Manel de partido.

Um homem que está sistematicamente contra as posições do próprio partido através do qual goza de um mandato de deputado, das duas uma, ou adora poder e agrada-lhe o tacho ou tem um problema de localização e não vê que está sentado na cadeira errada.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O “Zé Carlos”... quer dizer...

Terá sido muito provavelmente pelo facto de serem excelentes profissionais e nos terem habituado a grandes gargalhadas, mas na minha opinião o novo programa dos Gato Fedorento deixou um bocadinho a desejar.

Nada de novo. Uma segunda versão do “Diz que é uma Espécie de Magazine” mas que não cativou como na época da RTP1. O formato é exactamente o mesmo sem tirar nem por, talvez por isso a decepção.

Mudou apenas o cenário e o nome de algumas “rubricas” e não creio que para melhor, um exemplo disso é o genérico do programa.

Quanto aos sketch, como sempre actualizados mas…valeu o Hugo Chávez, já a conversa de chacha entre as rábulas continua a por qualquer um bem disposto.

Gostei mas esperei gostar mais.

Foram eles que levantaram a fasquia com o anterior desempenho.

Aguardemos.

domingo, 5 de outubro de 2008

A venda da Justiça.


Felizmente a internet é um mundo de informação a que hoje em dia a grande maioria da população tem acesso. Não é preciso muito esforço se quisermos ficar informados acerca do tipo de justiça e da forma como é aplicada em Portugal.

Não é a primeira nem será seguramente a ultima vez que escrevo ou que faço referencias a este tema. E porque não me sinto preso a qualquer cor partidária a ponto de não me poder exprimir com receio de poder ferir susceptibilidades, não deixarei de ser justo e manifestar o meu total desacordo quando assisto a situações pouco próprias de uma sociedade que se quer moderna e democrática.

Mário Machado foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão efectiva pelos crimes de ameaça, coacção agravada, detenção de arma ilegal, dano, ofensa à integridade física qualificada e discriminação racial, tendo esta última sido punida com dois anos e seis meses. Em suma, porque é de extrema-direita e pensa diferente da maioria dos portugueses ou não fosse a maioria da pena aplicada pelo último crime a que foi condenado.

Como forma de adoçar a boca a quem gosta de curiosidades, revelo aqui em baixo alguns links com casos de condenações a penas de prisão menores e suspensas. A gravidade destes crimes deixo ao juízo de cada um. Na minha opinião pessoal tenho impressão que a Justiça anda a espreitar por debaixo da venda. Mas é só a minha opinião…


“Violador de menor condenado a pena suspensa por 5 anos”

“Abusador de menor condenado a 4 anos de pena suspensa “

“4 arguídos condenados com 3 anos de pena suspensa por assalto à mão armada”

“2 anos de pena suspensa para os 2 homens que agrediram e ameaçaram com uma pistola soldados da GNR”

“5 anos de pena suspensa ao militar que violou criança”

“2 anos pena suspensa para pedófilo em Porto de Mós”

“Pedófilo com 3 anos de pena suspensa volta a aliciar jovens”



E muito mais...


terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Magalhães, o Sócrates e o Povinho.

A situação comprova mais uma vez a boa performance do português numa das suas facetas em que estará seguramente à frente nas estatísticas europeias. Gastar dinheiro. Adoram.

A foto é demonstrativa da felicidade de alguém que acabou de estourar 285€ depois de ter estado cinco horas numa fila para comprar algo que muito provavelmente até teria direito e por apenas 50€.

“Não. Não vou esperar. Era só o que faltava!

A minha criança ainda nem vai para a escola, mas este é muito mais bonito que o do Noddy que está lá em casa e até já perdeu uma tecla quando no outro dia lhe caiu em cima o Action Man . E faz muito mais coisas. Alem disso na eventualidade de se estragar depois a escola dá outro por uns trocos.

E mais, ainda tenho o desconto da FNAC que me dá para comprar outro que por sua vez me dá desconto e assim sucessivamente.”

Algum há-de ficar de borla. Podem crer que é assim que se pensa por cá.

Tirando o ridículo da realidade em cima mencionada, o “Magalhães” é de facto espectacular (ver vídeo em baixo).

Mas como não há bela sem senão tal como diz o ditado, o aparelho e o seu sucesso não poderiam deixar de ser utilizados para fins menos didácticos a começar logo por quem o lançou.

No meio de tanta euforia motivada pela ânsia da curiosidade em conhecer o “Magalhães”, o ultimo grito da informática portuguesa ou pelo menos semi-portuguesa, o que nos fica na retina através da propaganda é um senhor de cabelo grisalho e nariz abatatado com ar simpático e de bem feitor que oferece a todas as criancinhas um computador. Sejam elas riquinhas ou pobrezinhas.

Concordo plenamente com a introdução deste meio de aprendizagem nas escolas. Agora, os moldes em que está a ser introduzido são de um oportunismo atroz.

Continuam a subsistir problemas graves na educação e este Pai Natal tecnológico teima em atirar areia para os olhos do povo.

A par de não ser um objecto indispensável no ensino básico junta-se o facto de ser pago pelos contribuintes este esbanjar de equipamento informático para o qual ainda nem os professores têm formação adequada afim de o introduzir nos seus métodos de ensino.

Vamos ser pragmáticos, este computador não aquece nem arrefece nos primeiros anos do ensino básico, e deveria ter um papel muitíssimo secundário até ao fim do quarto ano de escolaridade. É que muito provavelmente num futuro próximo ninguém saberá fazer letras manuscritas assim como hoje serão muito poucos os que frequentam o ensino secundário e conseguem fazer contas de cabeça ou no papel sem ajuda de uma calculadora.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um bacoco chamado Rui Pereira.

E é isto Ministro da Administração Interna...

Decididamente, este gajo é estúpido!

Reparem na cara idiota que tem até quando fala de mulheres.

Porra! É que nem para isso tem jeito. Dá dó.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Será que Leonel de Carvalho veio dar uma volta ao Pinoka?


Desculpem-me o pretensiosismo, mas terá o Sr. Leonel de Carvalho lido o meu blog?

Ou será o estrebuchar das consciências que leva alguém com tamanha visibilidade pública a prestar tais declarações?

Há mais por aí. Eu sei.

Só que não fica bem dizer, não é?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Não fechem a porta não...


Agora sim!
Agora já não nos falta nada.
Temos tudo a que temos direito. Até um gang das favelas.
Segundo a notícia do Correio da Manhã, parece que um alargado grupo de jovens empreendedores de nacionalidade Brasileira já criaram um “Comando”. Provavelmente esta facilidade em constituir uma nova fonte de rendimento em Portugal, deve ter a ver com o “simplex” do Sócrates.
Sabe-se ainda que um dos fundadores deste grupo que tem como actividade o crime, foi o animal que deu dois tiros no dono de uma ourivesaria em Setúbal.
Como é óbvio, não espero qualquer resposta decente da parte das nossas autoridades. Até porque não podem e por isso não dão.
Imagine-se apanhar alguns delinquentes deste calibre, que são considerados por muitos como cidadãos comuns, e pendura-los numa azinheira pelo pescoço. Acham mal?
Eu não.
Para mim o que não é correcto é alguém poder mal tratar outro sem motivo e não ser punido por isso.
Muitos perguntarão, “ E os direitos humanos?”, e eu pergunto, “E os meus direitos? Não sou humano?”.
Tenho o direito de viver em paz e sossego no meu país. Sou cumpridor com as minhas obrigações enquanto cidadão, por isso exijo direitos. E um dos direitos que exijo é o da Segurança que não sinto e não tenho.

Mas o que é que será ainda necessário para os complexados de mentes tacanhas que estão na Assembleia da Republica perceberem que o nosso país transborda de imigração ilegal?
Que é um dos motivos para termos cada vez mais precariedade a nível de emprego?
Que é um dos motivos para haver cada vez mais pobreza e degradação a nível social?
Que é o principal motivo para o aumento da criminalidade a par do levantamento das fronteiras devido à União Europeia?
Será isto, xenofobia? Racismo? Não. Antes lucidez.
Sou completamente a favor da imigração, mas com regras. Não desta forma anárquica e degradante que só prejudica quem a pratica e principalmente quem a recebe.
Mas que raio de passividade para com este flagelo!
Sinto tanto nojo de quem me governa como de quem pratica o crime. Complementam-se.

Não basta dizer que as nossas forças de segurança estão preparadas para todo tipo de criminalidade e depois não as deixar agir.
Deixem os polícias trabalhar sem interferências políticas e sectárias.
Deixem os policias investigar seja quem for e quando for, sem sofrerem represálias.
Deixem os polícias perseguir quem foge à lei sem correr o risco de ter que pagar as despesas por danos causados em serviço.
Deixem os polícias bater se necessário nessa corja em vez de lhes ordenar bastonadas aos trabalhadores quando se manifestam.
Deixem os polícias atirar a matar se forem ameaçados ou agredidos.
Dêem autoridade a quem a deve ter.
Dêem-me descanso a mim, enquanto cidadão português que sou, e só português.

Ter policia assim é mau?
É pior ter criminosos com a vida facilitada pelas peias aos policias.

O aumento da criminalidade resolve-se com prevenção e não repressão?
Então tomem como exemplo o rebentamento de um dique de água onde não houve manutenção (leia-se prevenção), e construam outro há frente antes de fazer repressão à enxurrada, para ver se o levantam.
Atingimos tal ponto no desgaste da imagem e competência das autoridades policiais e judiciais em Portugal, que hoje em dia o conceito prevenção só poderá ser aplicado depois da repressão rápida e eficaz.
Só não vê quem não quer.

Que respeito pode haver por um país que detém alguém ilegal e não o expulsa de imediato?
Quem entra ilegal num país é criminoso á partida. Não cumpriu a lei.
Que respeito pode haver por um país onde se solta mais criminosos do que se detêm?
Que respeito pode haver por um país onde os políticos criam leis consoante as experiências dos amigos que estão ou estiveram presos?
Que respeito pode haver por um país onde se que encurta o prazo da prisão preventiva afim de beneficiar mais os suspeitos de crimes, mesmo que apanhados em flagrante, do que o Ministério Publico que precisa de tempo para uma investigação séria?
Que respeito pode haver por um país onde num julgamento já não se põe em causa se o crime foi praticado ou não, mas sim se uma escuta telefónica é valida para o provar?
Que respeito pode haver por um país em que detentores de cargos públicos e com responsabilidade politica praticam crimes e se mantêm em funções? Chegam a fugir do país, chegam a ser condenados e continuam a poder exercer cargos de alta responsabilidade pública?
Que respeito pode haver por um país onde quem fiscaliza e autua prevarica de igual forma a quem infringiu a lei?
Que respeito pode haver por um país que tem como pena máxima 25 anos de prisão, e que qualquer criminoso sabe que é uma pena que nunca se cumpre por inteiro, muito longe disso?
Que respeito pode haver por um país que condena pedófilos e depois os integra na sociedade sem os proibir de trabalhar com crianças?

É natural que quem venha de fora não sinta o mínimo de respeito pela pátria que o acolhe. De qualquer forma e do meu ponto de vista, fazem parte do problema, como tal o meu desejo de os ver cá é proporcional ao respeito que nutrem pelo meu país e por mim.

domingo, 14 de setembro de 2008

Férias - o melhor

Após a introdução das minhas férias no post anterior, que felizmente correram bem, vou resumidamente contar-vos porque me custa tanto regressar ao trabalho.

Imaginem entrar de férias e:

Tirar o relógio
Andar somente descalço ou chinelos
Deslocar sempre de bicicleta
Conduzir carro pouquíssimo e quando inevitável, fazê-lo só descalço
Fazer praia e piscina
Refeições só ao ar livre do pequeno-almoço ao jantar
Comer grelhados no carvão até fartar
Comer de fogão, só no restaurante
Sentar à mesa para almoçar a pingar água do duche refrescante
Acordar com calor
Não ver televisão
Não ler jornais
Sem internet
Beber um belo Whisky com gelo e olhar para as estrelas a ouvir grilos até dar sono…


Calçadão de Quarteira



Calçadão de Quarteira



Calçadão de Quarteira – Duas estrelas


A lua que eu vi em Quarteira


Piscina em Quarteira


Os meus óculos após um pequeno incidente


O meu meio de transporte e da minha pinokinha à pendura


O meio de transporte da Dna Pinoka


Marina de Vilamoura


Bacalhau assado na brasa


O dourado do meu querido Alentejo


Agora a seguir a isto e de regresso à capital, quem quer trabalhar, alguém me diz?

sábado, 6 de setembro de 2008

O Algarve das minhas férias



Há coisas que nunca mudam.
O Algarve continua com praias maravilhosas e os algarvios antipáticos, principalmente com os compatriotas.
É óbvio que há excepções, e eu próprio conheço algumas, mas a excepção não confirma a regra.
Este pormenor da antipatia não tira o sono a ninguém, principalmente se não for á espera de favores e tiver dinheiro no bolso. Nada fica por desfrutar.
Confesso que tive vontade por vezes de entrar em estabelecimentos e dizer “Hello!” em vez de “Boa tarde!”, mas tive receio de ficar envergonhado com o embaraço dos outros.
É deprimente assistir a tanta arrogância por vezes de alguém tão humilhantemente menor.
Nada disto é novidade, há muitos anos que frequento o Algarve de férias e de todos eles guardo recordações de algumas relações humanas menos boas que lá tive, a diferença é que este ano tenho um blog.

Os algarvios e principalmente quem vive do comércio deveria começar a fazer contas de cabeça, não no verdadeiro sentido da expressão, porque nessas ninguém os bate de certeza. Refiro-me ao turismo.
O Algarve é uma região bafejada pela sorte. Tem bom clima, boas praias e até uma rica gastronomia, pena que nem todos a possam provar.
O Algarve sem esforço da sua população conseguiu tornar-se num dos destinos mais procurados pelos estrangeiros devido aos seus recursos naturais. Provavelmente por toda esta facilidade em obter turismo/clientes/receitas, os algarvios nunca pensaram que será preciso mais qualquer coisa para cativar pessoas alem da sorte de se nascer filho de um dono de café à beira-mar.
É preciso cativar os de fora e sobretudo os de dentro. Se os preços no Algarve fossem mais acessíveis ás bolsas portuguesas, se a formação, educação e qualidade de uma forma geral de quem presta os serviços fosse maior, se em vez de Sardines servissem Sardinhas, talvez os portugueses fossem lá durante o ano todo em vez de procurarem o sul de Espanha e outros destinos. Só que por enquanto a receita de Junho a Setembro vai pagando os meses de Outubro a Maio. Por enquanto. É que os ingleses já descobriram o litoral alentejano e ao contrário do que os algarvios pensam e outras mentes brilhantes que inventaram o “ALLGARVE”, o turista estrangeiro em Portugal, embora queira sentir-se acolhido e bem tratado procura a “portugalidade”, algo que o Algarve já não tem para oferecer.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De regresso...


E pronto. Cá estou de novo.
Soube a pouco.
Ainda estou na fase de ambientação. Sim que isto leva tempo a entrar no ritmo, e pensar que ainda faltam onze meses, mais lentidão provoca a entrar no ritmo.
Logo que esta fase do regresso das férias, análise de correio (esta parte é trabalhosa, encontrar a verdadeira correspondência no meio do Feira Nova, Lidl, Continente, Aki, Marquises e alumínios, Amas para crianças, Professores Karambas e Bóbós, etc.), arrumação de bagagens e entrada no trabalho entre nos eixos e em rotação estável, vou fazer um post acerca das férias. Tenho umas coisinhas para mostrar com alguns apontamentos.

É já, já…

domingo, 3 de agosto de 2008

Finalmente!


Finalmente e depois de muito suspirar, enfim chegaram.
Fériaaaaaaasssssssss!!!!!!

Durante este mês será difícil haver uma actualização do blog ou visitas aos vossos cantos com a frequência que gosto, mas se tiver oportunidade não deixarei de o fazer.

A todos os que tem por hábito perder um bocadinho do seu precioso tempo a ler-me, desejo umas excelentes férias se for caso disso. Se ainda estiverem a trabalhar ou se já estão a trabalhar, os votos de excelentes dias mantêm-se.

Vou dar um mergulho, volto já!