quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Preconceito da gravata.

Porque é que nós não podemos ser quem realmente somos?
È mais um exemplo desta sociedade hipócrita mesquinha e preconceituosa em que vivemos.
Alguém terá parado para pensar quantas pessoas se sentirão frustradas com a indumentária que usam no dia-a-dia?
Hoje e desde sempre se atribuiu determinadas vestes a determinados empregos e alguém ter a infeliz ideia de alterar comportamentos, é motivo de censura na certa.
Alguém já viu um bancário sem fatinho ou uma directora de uma qualquer empresa sem salto agulha?
A sociedade criou este conceito tipo Barbie / Ken, a quem é atribuído logo à partida conhecimento e qualificações, são como as laranjas normalizadas nos hipermercados, podem não ter sumo nenhum mas tem de ser todas redondinhas e enceradas.
Dar por exemplo uma voltinha à Fnac durante a semana à hora de almoço, é o suficiente para vermos alguns dos contrariados com uma gravata ao pescoço e os headphones no ponto de escuta, a ouvir o ultimo álbum de heavy metal, ir a uma concentração motard por exemplo, é outro local onde as pessoas se “mascaram” daquilo que realmente são, para se sentirem felizes.
È triste mas é verdade, ainda hoje se atribui inteligência ou profissionalismo a quem segue o conceito, quem arrisca a não faze-lo é diminuído intelectualmente. Aliás, um rapaz ir a uma entrevista para administrativo com o cabelo comprido ou uma moça de piercing ou tatuagem visíveis, só facilitam na triagem. A solução vai sendo mudar de ramo porque mudar mentalidades, vai lá vai...

5 Pinokadas:

Pedro Sá disse...

O que dizes faz todo o sentido...para quem não tenha contacto com o público.

Já viste o que era eu ir inquirir testemunhas de t-shirt ? Quando estamos a trabalhar em relações com o exterior não nos podemos esquecer que estamos a representar a casa.

Armando S. Sousa disse...

Quando comecei a trabalhar tinha que usar fato e gravata. Era horrível.
Hoje só ponho gravata para casamentos ou outros eventos fora do comum e mesmo assim, ainda me sinto traumatizado pelos 8 anos que fui obrigado a usa-la.
Um abraço.

Pinoka disse...

Pedro S� percebo o que queres dizer, estando em contacto com o p�blico deve de haver um cuidado m�nimo com a imagem, mas n�o me parece de todo desprestigiante algu�m atr�s de uma secret�ria ou balc�o estar com um p�lo ou t-shirt e um blazer vestido por exemplo, dependendo do gosto de cada um � claro, n�o d� um aspecto t�o formal mas tamb�m n�o se pode considerar abandalhado.
A meu ver por vezes a representa�o de uma empresa ou at� mesmo do sector p�blico pode ficar mais facilmente manchada com a falta de simpatia e boas maneiras do funcion�rio do que propriamente com a roupa.

Pedro Sá disse...

Mas o que eu não percebo mesmo é esse ódio ao fato e à gravata, como se fizessem mal a alguém lol.

Este ódio a tudo o que cheire a formalismo...

Pinoka disse...

Não se trata de ódio a formalismos ou ao fato e à gravata, eu pessoalmente até gosto de andar de fato em determinadas ocasiões. O que acho mal é na grande generalidade as pessoas conotarem ou não, alguém a algo consoante a roupa ou acessórios que usem e isso acaba por tirar a liberdade de escolha a cada um.