sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não é difícil entender porque foges, Roberto Saviano.


O difícil é perceber como é que ainda não te apanharam.


Na minha sincera opinião, acho que Roberto Saviano sabe que não vai conseguir fugir para sempre.


Depois de ler a obra Saviano a pergunta que me faço é, onde termina a coragem e começa a loucura de um homem.


No livro que escreveu “Gomorra”, revela um conhecimento monstruoso dos meandros da máfia, descreve dezenas e dezenas de nomes e alcunhas, de locais e circuitos, relata as estruturas, as causas, os objectivos da rede e situações, com uma pormenorização extremosa.

Através deste testemunho, chega-se facilmente á conclusão que a máfia em Itália não vai acabar nunca, e as autoridades policiais em Itália sabem-no, mesmo que façam um grande aparato de vitória nas detenções esporádicas de elementos importantes da organização. Eles sabem que é impossível acabar com ela. Em Itália, paralelamente á economia do país, existe a da máfia, e elas fomentam-se uma á outra. È grave mas é verdade.


O excerto que transcrevo em baixo faz parte do livro.


“Menos de vinte e quatro horas depois da detenção do boss, foi encontrado na rotunda de Arzano um rapaz polaco que tremia como uma folha enquanto procurava com dificuldade deitar no caixote do lixo um enorme embrulho. O polaco estava lambuzado de sangue e o medo tornava difícil qualquer gesto seu. O embrulho era um corpo. Se alguém engolisse uma mina e a fizessem explodir no estômago teria feito menos estragos. O corpo era de Edoardo La Mónica, mas já não se distinguiam as linhas, a face só tinha os lábios, o resto estava todo desfeito. O corpo repleto de buracos estava coberto de sangue por todo lado. Tinham-no amarrado e depois, com um cacete com pregos, seviciado lentamente, durante horas. Cada pancada no corpo era um furo, pancadas que não quebravam apenas os ossos mas furavam a carne, pregos que entravam e saíam. Tinham-lhe cortado as orelhas, arrancado a língua, partido os pulsos, arrancado os olhos com uma chave de parafusos, ainda vivo, desperto, consciente. Depois, para matá-lo, tinham-lhe desfeito a cara com um martelo e com uma faca gravaram uma cruz nos lábios. O corpo deveria acabar num caixote do lixo para ser encontrado putrefacto, entre a imundície, numa lixeira. A mensagem escrita na carne foi decifrada por todos com clareza, embora não houvesse outras provas além daquela tortura. Cortadas as orelhas com as quais ouviu onde estava escondido o boss, desfeitos os pulsos com os quais moveu as mãos para receber o dinheiro, arrancados os olhos com que viu, cortada a língua com que falou. O rosto desfeito que perdeu perante o Sistema ao fazer o que fez. Selados os lábios com a cruz: fechados para sempre pela confiança que traiu.”


Terá Roberto Saviano achado que a Camorra lhe atribuiria a ele outro adjectivo que não… bufo?



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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Finalmente!


Chegou o meu mês.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diário de um passageiro no comboio Lisboa-Sintra.

Problemas de circulação sanguínea, derrames e varizes, um flagelo que afecta uma grande parte dos jovens hoje em dia que circulam no metro e comboio.


Enquanto subia as escadas rolantes olhei para o relógio da estação, faltava menos de um minuto para o comboio partir do Rossio. Entretanto reparei que á minha frente com o passo quase tão acelerado como o meu seguia o revisor da CP, acalmei a respiração e pensei: “Vou conseguir apanhar. Por mim não esperavam, mas por ele…”. E de facto, assim que entramos no comboio, primeiro o revisor e logo de seguida eu, de imediato suou o aviso de fecho das portas.


È então que ao seguir o revisor pelo corredor da carruagem vejo a forma abrupta como ele apenas com um olhar de reprovação, acaba com a terapia de uma jovem com tão bom aspecto mas que infelizmente sofre de problemas de circulação sanguínea.

Só por esta patologia encontro justificação para viajarem constantemente com as patas onde os outros se sentam.


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sábado, 21 de novembro de 2009

A questão do tom na escolha da palavra, fugindo ao racismo.


Hoje (20.11.09) em Cascais no Centro Cultural aconteceu um Concerto de solidariedade e angariação de fundos para a Associação SOS Racismo.


Útil e necessário, assim como a associação, de qualquer forma existem questões que aqui teimam em dar pouca importância e que pelos menos a mim com frequência me dão um nó no cérebro.



Como tratar e ser tratado por alguém de uma raça diferente da minha?



Se chamo “preto” – sou racista pela forma agressiva e directa como identifico alguém.
Se chamo “negro” – sou racista pela forma comprometida como me refiro a um "preto".
Se chamo “castanho” – sou racista pela forma sarcástica como me refiro a um "preto" que tenho que chamar "negro".
Se me chamam “branco” – tenho que ficar intimidado, porque quase de certeza que sou racista.
Se me chamam “claro” – como não faz sentido, se demonstro estranheza é porque quero ser chamado "branco" logo, sou racista, se acho piada é porque estou no gozo e então sou racista.
Se me chamam “creme” – tenho que ficar contente porque finalmente acertaram na minha cor, mas não posso demonstrar porque creme é mais claro que "castanho" e isso pode indiciar que sou racista.

Alguém me ajuda?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bósnia e Herzegovina. Uma selva com bandeira.

Confesso que nunca tive muita fé no apuramento de Portugal para o Mundial com Carlos Queiroz á frente da selecção, mas a verdade é que conseguiu e por isso, Parabéns Professor.

Quanto ao jogo, não há muito a dizer. Não se podia esperar muito mais de um jogo numa horta.

Quanto aos bósnios, só me ocorre dizer o que coloquei no título.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uma curiosidade para quem gosta especialmente de ser enganado.


Hoje (16.11.09) ao ver as manchetes do jornal Record, li na primeira página que a escolha de Carlos Carvalhal não foi muito bem aceite pela maioria dos adeptos do Sporting. Poderá ser até eventualmente verdade, mas eles baseiam-se para esta conclusão na blogosfera e num inquérito online do próprio jornal.
Ora tendo em conta que nos inquéritos online cada um vota as vezes que quer, e que pode ser qualquer adepto de qualquer clube a fazê-lo, admiro este profissionalismo com que se faz jornalismo.

Este assunto acabou por lembrar-me outro.

Não há muito tempo que tivemos uma grande polémica relativamente a empresas de sondagens e aos seus números relativamente á politica. A sua veracidade e fiabilidade foram postas em causa, a meu ver uma desconfiança perfeitamente aceitável, e passo a explicar porquê:

Á semelhança das sondagens para eleições legislativas, existem outras relativas a outros temas, mas nem para umas, nem para outras, fui alguma vez questionado pessoalmente ou por telefone. Mais, não conheço ninguém que tenha respondido a tais sondagens, excepto á boca das urnas nas autárquicas. Por tudo isto, não acredito em sondagens de opinião ou intenção.
È difícil que em tanta gente próxima de ti e em tantos anos de vida, com centenas de sondagens por ano, nenhuma te passe perto. No mínimo é estranho.

Relativamente á situação que referi no inicio do post, não é tão preocupante devido a tratar-se de futebol, inclusivamente parece-me que os próprios agentes que vão ludibriando a opinião publica com informações pouco fiáveis também sejam da mesma opinião que eu, afinal também não se preocupam muito com o facto dos elementos onde se baseiam para as noticias, serem colhidos e transmitidos ao publico de uma forma pouco profissional e grosseiramente falsificados á vista de todos. Paciência.
A quem agradar a mentira, que compre o jornal.

Já agora faço uma sondagem:
Algum de vocês respondeu ou conhece alguém que tenha sido inquirido numa sondagem para eleições?

Atenção, não vale dizer que sim se quem respondeu foi o amigo de um primo de um tipo que namora com a tua vizinha.

Mais um pormenor, acabei de ver o programa “Dia Seguinte” da SIC Noticias, e vocês acreditam que na sondagem que lá fizeram, que por acaso é paga por telefone, e que em princípio só os adeptos do clube em causa terão interesse em ligar, responderam assim?

Pergunta:
“Como avalia a contratação de Carlos Carvalhal pelo Sporting?”

Respostas:
Boa opção 60%
Má opção 40%

Vá meus amigos, amanhã corram outra vez a comprar a imprensa desportiva escrita.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E pronto, está resolvido.


Ricardo Sá Pinto como director desportivo e Carlos Carvalhal como treinador.


Gosto do Carlos Carvalhal, muito mais do que do André Villas Boas, até porque não conheço este de lado nenhum, ao menos o Carlos Carvalhal quando esteve no Leixões fez-nos a vida negra numas finais da Taça de Portugal e Supertaça, o que revelou um bom trabalho.


Por outro lado, acho a transferência do Sá Pinto para director desportivo oportuníssima, tendo em conta o sector onde os nossos adversários demonstram estar cada vez mais fortes. Era imperioso que o Sporting se reforçasse á altura.


Agora meus amigos, também já vamos dar luta nos túneis, local de eleição para determinados senhores do futebol resolverem desafios. E se duvidas houver, recordem o episódio com o Artur Jorge.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sporting já tem treinador!


Chama-se Paolo Bienti , é italiano, um completo desconhecido para o mundo do futebol e foi hoje ao final da tarde apresentado como treinador do Sporting. O novo treinador surpreendeu pelo seu fluente português, mas foi parco em palavras, prometeu trabalho, pediu tranquilidade aos sócios e jogadores, e ainda avisou que não gosta muito de jogadores sérvios nem pensa mudar o losango como esquema de jogo. Por seu lado José Eduardo Bettencourt realçou a dificuldade em encontrar um substituto à altura, mas acredita que este treinador italiano é o único capaz de preencher o vazio que tem no coração e que foi uma sorte encontrar alguém assim em tão pouco tempo.





Recebi por email a informação, desconheço a origem mas dou desde já o meu aval.








domingo, 8 de novembro de 2009

E agora,Minoria Barulhenta?


A ganhar 2-0 e acabar com um empate a 2-2, também é culpa do Paulo Bento?
Dirão: “ Era a equipa dele que estava a jogar.”
E eu digo : “ Era os jogadores que tinha em mãos.”

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Querem saber?




Ainda vamos ter muitas saudades.

Há muitos anos que não passava ninguém que tivesse ganho tantos troféus no futebol pelo Sporting em todo o seu percurso na instituição como Paulo Bento.

Mais,

não me lembro de ver uma alma que fosse, que defendesse o meu clube com tanta convicção como o Paulo Bento.

Chamassem-lhe o que quisessem, Paulo Bento criticou a arbitragem e outras instanciais quando sentia que a instituição que representou estava a ser prejudicada.

Foi a voz dos adeptos inconformados, como eu, com as injustiças de que o Sporting tem sido alvo anos e anos a fio.

Pois bem,

aos que incessantemente desejaram e fizeram com que ele saísse, agora que o conseguiram, metam dinheiro no clube para contratar um estrangeiro de nome como desejavam, ou limpem as mãos á parede pela merda que fizeram.


Felicidades, Paulo Bento.


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vírus SLB1, a mais grave das infecções...


Como sabe o leitor sagaz e atento, estamos desde há algum tempo sob a ameaça de um dos mais perigosos e contagiosos vírus de que há memória. Falo naturalmente do SLB1, popularmente conhecido como Gripe das Águias.

Paulatinamente, o pânico começa a apoderar-se da população e é nestas alturas que urge esclarecer e informar, para se evitarem males maiores.

Fica aqui uma sequência de Perguntas Frequentes e respectivas respostas:



O que é o novo vírus da Gripe das Águias (SLB1)?

- É um vírus altamente contagioso que ataca sobretudo a população benfiquista, principal grupo de risco. As vítimas têm normalmente a memória muito curta e uma assustadora incapacidade de distinguir a ficção escrita nos desportivos da realidade.


Quais os sintomas da doença?

- O SLB1 causa nos infectados picos de febre altíssima, levando-os ao delírio e a acreditar piamente que o Benfica será campeão, que ganhará a Champions (mesmo sem participar há uns bons aninhos) e o Torneio de Chinquilho de Atouguia da Baleia. Outros sintomas: os infectados voltam subitamente a falar de futebol, compram em massa produtos oficiais do SLB, retomam o envio de sms's jocosos aos rivais e juram a pés juntos que o Luisão é um bom central.


Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe das Águias (SLB1)?

- Ouvindo mais que dois minutos sócios e simpatizantes do SLB, lendo jornais desportivos (um simples olhar para a capa pode ser fatal), sintonizando a SIC, TVI ou SportTV. Ser assinante da Benfica TV é assinar (lá está...) a sua própria certidão de óbito. Ler as crónicas do João Gobern pode ser fatal.

Estes são comportamentos de risco que devem ser evitados a todo o custo.


Qual é o período de incubação da doença?

- O período de incubação da Gripe das Águias, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, é equivalente ao tempo que o Carlos Martins demora a lesionar-se num jogo. 5 a 9 minutos, portanto.


Quanto tempo dura a infecção pelo SLB1?

- Estudos realizados em temporadas recentes demonstram que este vírus começa a manifestar-se em meados de Junho. A sintomatologia dura geralmente até a 6ª jornada. 10ª na pior das hipóteses. Nessa altura dá lugar à Depressão das Águias, tema que abordaremos numa próxima oportunidade.


A doença pode ser tratada?

- Sim, pode. Geralmente uma derrota em casa com um Olhanense ou Metallist (?) ou uma cabazada fora com um Olympiakos são remédio santo.


O que devo fazer entretanto?

- Evite o contacto próximo com pessoas doentes, mantenha-se afastado de qualquer jornal desportivo, mantenha a calma e aguarde tranquilamente pelo mês de Novembro, altura em que se prevê que o vírus esteja extinto.





Alerta recebido por email.



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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

H1N1 Gripe A. Vacina para quê?

Se apenas limpando as mãos com álcool, já se elimina o vírus da gripe, bebendo, então o vírus nem se aproxima!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pronto, já li ! E...


A velha máxima aplica-se convenientemente:

“O problema não é o que se diz, mas como se diz.”

E neste caso, quem o diz.

Considero-me católico mas tenho sentido de humor.

Confesso que não me senti minimamente ofendido com o livro que li e consegui inclusivamente esboçar alguns sorrisos, talvez porque o tenha interpretado como uma fábula irónica com alguns apontamentos de humor.
Pena é, que a meio se tenha tornado exageradamente erótico e forçadamente gracioso, com um final a roçar uma ordinarice decepcionante.

Este livro escrito por Ricardo Araújo Pereira ou interpretado em rábulas pelo Herman José, seria provavelmente um caso sério de sucesso, menos odiado pela igreja e provavelmente muito mais apreciado pelos portugueses. O problema é que o livro é escrito por José Saramago, e José Saramago tem uma intenção clara de malícia e falta de respeito pelo próximo e por uma instituição e religião específica, e assim justifica plenamente o que lhe chamei no post anterior, besta.

Parece-me ainda que algum vocabulário era perfeitamente dispensável, por exemplo a palavra “merda” escrita por Saramago não tem a mesma graça que escrita por Miguel Esteves Cardoso, e ele já tem idade suficiente para reconhecer isso.

Por falar em Miguel Esteves Cardoso, concordo inteiramente quando diz que Saramago escreve mal.

Escreve de facto mal. Chega a tornar-se cansativo e irritante o facto de não utilizar pontuação.

Porra, terá mesmo sido este o prémio Nobel ?!


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quando o mesmo motivo transforma José Saramago numa besta e um pintor num artista.


Apreciem.


domingo, 18 de outubro de 2009

Uma imbecil chamada Clara Ferreira Alves.


No programa Eixo do Mal da SIC Noticias, considera-se pela generalidade dos intervenientes, que a reacção dos portugueses ao vídeo da Maitê Proença, é exagerada e provinciana. Dizem os entendidos que lá moram, que é complexo de inferioridade, e existe até racismo da nossa parte.

Tivemos ainda o privilégio de poder ouvir a imbecil de serviço dizer, que os portugueses não conhecem a história de Portugal nem do Brasil, o que conhecem são as lérias do Prof. José Hermano Saraiva.

Quem se achará ela que é para dizer tal coisa.

Ainda há quem admire esta mulher intelectualmente...

Assim é normal que os de fora cuspam, até eu fiquei com vontade depois de a ouvir.

Enfim...

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estive quase, quase, para não falar no assunto, mas…


Ora bem, então é assim,


Maitê Proença aparece num vídeo ridicularizando Portugal e por inerência os portugueses.


Muitos estão chocados. Eu estou desiludido. Mas desiludido não por ter um fascínio ou gosto particular por ela, mas porque tinha a ideia que no Brasil as poucas pessoas que eram bem formadas estavam ligadas ás artes e cultura, mas afinal não.


Maitê Proença não só revela uma burrice atroz como consegue ser ordinária, reles e estúpida.


Todos sabemos que a droga queima parte da massa cefálica, o problema é quando ela já é pouca, e neste caso provavelmente queimou toda.


Maitê Proença é cínica, como a grande maioria dos cidadãos brasileiros, e digo maioria porque conheço meia dúzia que se envergonham do que ela fez, de certeza.


A partir daqui apetece-me ironizar, tal como Maitê chama à diarreia de barbaridades que disse e fez para o programa “Saia Curta” do GNT, e vou faze-lo, porque para dizer mal, eu, que sou de cá.


Maitê Proença é uma ex-toxicodependente ( o “ex” não sei se será verídico, mas…), pousou nua para a Playboy por dinheiro, grandes borgas e abortos, no fundo a imagem do Brasil, o esgoto da América do Sul.


Ela indicia tudo aquilo que os compatriotas são: Aldrabões, Criminosos e Pêgas.


Pareceu-vos ironia?


A mim, o vídeo dela também não.



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domingo, 11 de outubro de 2009

Pela boca morre o peixe...


Em 18 de Dezembro de 2007 escrevi isto e hoje fui ver isto.


O que não se faz pelos filhos…


A sorte é que o Parque Mayer ainda lá tem um restaurantezito onde me consegui refugiar e ver ainda o golo do Liedson pela selecção.


Mas se me safei em parte ao concerto porque a Dna. Pinoka foi corajosa e se meteu lá no meio com elas, não tive hipótese no fim quando foi a guerra dos autógrafos.


Não digam a ninguém por favor, tenho uma reputação a manter.
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sábado, 10 de outubro de 2009

Momento família.

Hoje o almoço foi mais tarde. As gajas cá de casa e a minha sobrinha foram ao cinema logo de manhã.
Confesso que me faltou coragem de aceitar o convite quando me disseram que tinha de levantar cedo a um sábado para ir para o COLOMBO.


Nãããã! Não acredito que haja muitos homens que aguentem.

Adiante.

Durante o almoço passava na Televisão o vídeo clip do Michael Jackson “Black or White” no Top+ da RTP1.

Conversa das miúdas á mesa, Pinokinha com 8 anos e a minha sobrinha D. com 7:

D. - Este deve ter a mania que é bom.

Pinokinha - Eu gosto dele. É perfeito.

Depois de me cair o queixo lá comentei:

- O Michael Jackson já morreu. E ninguém é perfeito. Até ele, era preto e quis ser branco.

D. - Eu gostava mais dele preto.

Eu - É? Então porquê?

D. - Ao menos não lhe faziam mal ao braço. Iam ter medo dele.

Inspirei, expirei, e relembrei que já era tarde e deviam acabar de comer o que estava no prato.


Comentem vocês se quiserem.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ainda não percebi como é que hei-de ler isto.


Oh Carvalho da Silva!
Eh pá, já li
isto de trás p`ra frente e da frente p`ra trás, e ainda não assimilei. Ou sou burro ou meteste uma argolada do teu tamanho.
Ora ajuda-me lá.

sábado, 26 de setembro de 2009

Vá-se lá ser boa pessoa, não é Paulinho?


Então o CDS-PP, um partido (segundo dizem) pouco amigo das etnias, tenta demonstrar que acolhe bem qualquer raça, e fazem-lhe isto?

Um insólito nunca vem só…

A candidata do CDS-PP para a autarquia de Moura, convidou dois ciganos para a sua lista.

Perceberam ou querem que escreva outra vez?

Vou lembrar: o CDS-PP/Paulo Portas, não gosta de grandes cocktails com outras etnias, e meteu dois ciganos na sua lista.

Até aqui, embora insólito, tratando-se de quem se trata, era aceitável e poderia ser até uma grande acção.

Só que... os ciganos foram logo apanhados pela GNR a gamar uns fardos de palha!

E sabem a quem?

Ao candidato da outra lista.

Ganda pontaria!


Quanto a isto dizer o quê? Está-lhes no sangue...
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Manuel Alegre, a esposa e a amante…


Alegre tem charme. É-lhe reconhecido em qualquer lado. Poeta, escritor, culto, bem-falante e educado, é vivido e afamado. Mas é homem.
O facto de ser homem, por si só não o desculpa, mas inegavelmente é uma fraqueza, e elas sabem-no.
Manuel tem dois amores. Melhor, talvez tenha um só amor e uma dúvida.
O amor de sempre, de toda uma vida, aquela que lhe proporciona estabilidade familiar onde é acolhido mesmo depois de ceder com fraqueza ao ataque feroz dos sentidos, quando sente a outra.
Alegre, sabe que quando regressa casa depois da traição, mesmo que traga ainda o leve odor da outra agarrado á pele, a de sempre o perdoa e finge não saber. Finge para que nada caia. Em casa todos fingem normalidade, que não há mais ninguém nem mais nada, que a outra não existe. Querem-no inteiro, ele é um dos pilares da casa, não insinuam sequer, só para não o perder.
Mas Manuel, tem o coração apertado. Enquanto a de sempre lhe dá afecto, amizade e estabilidade, a outra, mais nova, ousada e descabida, o tira do sério, quando o faz regressar ao passado e sentir o êxtase dos bons velhos tempos.
A outra, mesmo temendo que ele não largue a de sempre, tenta não pressionar, dá-lhe espaço, deixa-o decidir sem o consumir, com a esperança que ele fique definitivamente, quando chega sem avisar para mais um desejado encontro.
Alegre indeciso, com a cabeça às voltas e o coração aflito, enquanto a racionalidade e o sentimento se diluem, deseja não perder nenhuma, e tenta agradar as duas.
Insinua esperanças de “um dia talvez” á outra, e mantém-se fiel á de sempre, voltando a casa ainda que a horas tardias.
O que consola o espírito a Manuel, é o conhecimento profundo de que vale um milhão de votos e enquanto a de sempre se chamar, Ideologia do PS e a outra, Ideologia do BE, ele poderá contar com a
mesa num lado e a cama no outro.



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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os candidatos num saco de Gatos.


Esta campanha para as eleições, tem a particularidade dos Gato Fedorento terem a visibilidade que não tinham há quatro anos atrás. Entretanto os gatos cresceram muito, mas felizmente, ainda têm graça na maioria das vezes, se bem que a escolha dos bobos começa a ser visivelmente selectiva e reincidente, e isso não abona a favor.

Ainda assim, são de tal forma importantes na boa disposição dos portugueses que há quem afirme que estas entrevistas aos políticos no novo programa “Esmiúça os Sufrágios”, serão mais importantes nas campanhas para as eleições que se avizinham, do que os debates recentes já esquecidos pela maioria da população.

Na minha opinião, poderão servir para ganhar simpatias ou antipatias pontuais não mais que isso, não decidem nada e espero ter razão.

De qualquer forma as entrevistas bem esmiuçadas mesmo não revelando a honestidade de cada um, lá vão conseguindo revelar a sua postura num cenário de exame oral.

Agora que estão concluídas as entrevistas aos lideres dos principais partidos candidatos ás eleições legislativas, a minha avaliação ao desempenho dos entrevistados é a seguinte:





José Sócrates: Artificial. Não era necessário representar, para ter piada estão lá os Gato.






Manuela Ferreira Leite: Escolheu a melhor postura, foi natural e safou-se. Não deve de haver registo de imagens da senhora na televisão com sorrisos tão abertos.







Paulo Portas: A televisão é o seu habitat natural e isso permitiu-lhe divertir-se gargalhando e fazendo campanha ao mesmo tempo.






Francisco Louça: Demasiado sério para um programa de humor. Gargalhadas forçadas em jeito de agradecimento pela suavidade da critica.







Jerónimo de Sousa: A simplicidade do costume. Divertiu-se visivelmente. Para quem come criancinhas mostra-se sempre muito afável.


domingo, 20 de setembro de 2009

È uma grande chatice, que uma pessoa supostamente imperfeita ideologicamente, acabe por ser mais coerente com os teus pensamentos que tu mesmo, não é?



Ai Louçã, Louçã…

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Porque é que será que hoje a entrevista dos Gato não teve tanta piada?



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conforme prometido no post anterior.


Ora então onde é que o profissionalismo dos Nadadores Salvadores de Quarteira se nota?

Nota-se e é bem visível, quando são chamados a proteger a área do patrão. E eu, também aqui sou testemunha.


Perguntam vocês: - E quem é o patrão?

O patrão, é tipo que “compra” a praia durante a época balnear.


Todos sabemos que aquilo por acaso é público, mas eles acham que nós temos que cumprir as regras deles, e só podemos estar no areal como eles entendem. Isto porque a Direcção Regional do Ambiente (suponho), lhe vendeu a praia e se esqueceu que vendeu uma coisa que não é dela. Acontece em todas as praias, supostamente locais públicos. Parece confuso mas não é.

È legal. È uma sacanice mas é legal. Aliás, como todas as sacanices em Portugal.


A Direcção Regional do Ambiente cobra um determinado valor a alguém que se denomina como concessionário , e assim, autoriza este a usufruir da praia e a ganhar dinheiro da maneira que lhe der mais jeito, desde que se comprometa a financiar e a garantir a segurança e vigilância na praia.

È óbvio que a grande maioria dos concessionários se está a cagar pura e simplesmente para os banhistas, e tanto se lhes dá como não que alguém se afogue, é preciso é que antes tenha pago a palhota da sombra.


Na Quarteira, chegamos á praia numa manhã de Verão, com um sol abrasador. A praia está cheia. Mas…curiosamente está cheia só em três sítios. Nas zonas dos chapéus-de-sol.

Lá está o tal explorador que aluga palhotas no início do areal, em duas zonas por ele delimitadas e que funcionam como garrotes (clicar na imagem) que ficam justamente a intercalar as três fatias de areal para chapéus-de-sol, onde o povo é mantido como gado em cima uns dos outros. Acontece, que por mero acaso, aquelas duas zonas restritas para ricos, juntas, são maiores que as três fatias para pobres, típico.


Por acaso num dos dias que lá estive, mesmo indo contra os conselhos das mulheres do grupo, que previam confusão, marrei que havia de ter sombra nas mochilas onde levávamos a água e o comer das crianças, mesmo que não fosse na área de chapéus-de-sol, visto esta estar á pinha.

Após abrir o chapéu, mesmo sem o montar ou espetar na areia, deixando-o só encostado ás mochilas, tentando assim não chamar á atenção dos funcionários de serviço, ainda estava de cócoras e já tinha um Nadador Salvador a salvar o negócio do patrão:


- Esta não é zona de chapéus-de-sol, por isso tem que o fechar se quiser ficar aqui.

- Oiça, ninguém vai ficar debaixo do chapéu a usufruir de sombra. Temos dois chapéus-de-sol, um está fechado e este só o vou deixar caído e encostado ás mochilas porque lá dentro está o comer e a bebida das crianças, e além disso estamos a 2 metros da área limite. È uma questão de bom senso.

- Já lhe disse que não pode. Já mandei outras pessoas embora pela mesma situação. Tem que sair.

- Pois é. Mas é que eu não saio e não fecho o chapéu, se quiser chame a policia.


È óbvio que quem estava comigo também se exaltou pela falta de bom senso do indivíduo o que levou a que aumentasse a discussão e fossemos mesmo falar pessoalmente com o “dono” da praia do Pontal na companhia do seu empregado. Após uma acesa troca de palavras, o “dono” da praia do Pontal, muito provavelmente para evitar maior barraca do que aquela que já havia, acabou por aceitar que ali ficássemos rematando a discussão:


- Ok. Se dizem que estão perto da área limite podem ir para baixo que eu já lá vou ver. Eu já lá vou.


Claro que não foi.


Embirro quando me tentam tratar como carneiro.


Porém, há que enaltecer a forma como o Nadador Salvador do I.S.N. desempenhou a sua função ao teimar comigo até não poder mais, não que ele esteja ali para aquilo, mas pronto, quem manda é quem paga, e no caso das nossas praias são os concessionários que pagam.

Apesar de tudo, os miúdos do I.S.N ainda se vão distraindo a jogar voleibol e futebol na praia, não que seja legal, é verdade, assim como também infringem as regras por andar semi-fardados, mas também no meio de tanta ilegalidade o que é que isto pode interessar.


As imagens mostram a Nadadora Salvadora da praia do Pontal em Quarteira no Algarve, apenas com os calções ou seja, metade da indumentária, e a jogar voleibol e futebol enquanto estava de serviço.





sábado, 12 de setembro de 2009

Algarve. Sabem qual é o verdadeiro perigo para os banhistas em Quarteira?


Imaginem que enquanto nadam ou brincam com os vossos filhos ou amigos dentro de água, alguém repentinamente, é atingido por um arpão.


Pois é, na Quarteira, mais exactamente na praia do Pontal, pratica-se pesca submarina junto aos “molhes” da praia. Os “molhes”, para quem não conhece, são os vulgares pontões feitos de pedras e rochas que formam reentrâncias no mar conforme a imagem mostra (clicar na imagem).


Agora, querem saber a parte bizarra do problema?

Quem pratica caça submarina junto á praia, perto dos banhistas durante o dia, são os Nadadores Salvadores do Instituto de Socorros a Náufragos.

Leram bem, foi isso mesmo que quis dizer N-A-D-A-D-O-R-E-S S-A-L-V-A-D-O-R-E-S.

Provavelmente ficaram tão espantados como o agente da polícia marítima com quem falei por telefone quando fiz a denuncia.

Sabem como fiquei a conhecer um destes animais que pratica este crime com frequência e com a conivência dos colegas de função? Eu conto.


Era mais um grande dia de praia, estava eu mais um amigo a praticar Snorkeling e a apanhar umas conchinhas dada a exigência da minha Pinokinha, quando reparamos num individuo a entrar no mar encostado ás rochas, equipado a rigor para a caça submarina.

Enquanto isso, em cima do “molhe” aparecera uma Nadadora Salvadora que o seguia.

Ao ver o indivíduo entrar na água armado, de imediato saímos nós, não tinha a mínima vontade de correr o risco de ser atingido acidentalmente pela arma.

Dirigi-me á vigilante do I.S.N que o seguia com a visão e disse-lhe o que ela já sabia:

- Aquele senhor não pode pescar aqui com aquela arma.

Ao que ela me respondeu:

- Pois… já estou farta de o avisar…mas ele não liga…

- Então chame as autoridades. – Disse-lhe eu.

Encolheu os ombros e continuou a segui-lo com o olhar. Teve esta atitude passiva durante todo o tempo que ele lá esteve a caçar sem o tentar impedir. Toda esta situação fez-me imensa confusão mas acabei por esquecer.

Passadas umas horas, enquanto comíamos umas sandochas em amena cavaqueira debaixo das sombras dos chapéus-de-sol com a criançada, eis que se aproxima um Nadador Salvador, vestido a rigor, a comer uma bolacha descontraidamente e nos questiona:

- Boa tarde! Foram os senhores que há bocado disseram alguma coisa acerca de alguém que estava caçar no mar junto á praia?

Ao que o meu colega P. respondeu:

- Agora é que você aparece? A esta hora o tipo já deve ter almoçado o peixe que apanhou.

- E os senhores viram quem era? Conhecem-no?

-Não! – respondemos em coro – Ele já estava equipado com a mascara. Mas vimos o peixe que apanhou.

È então que ele responde com ar sarcástico:

-Era eu.

Na altura, completamente aparvalhado com aquele descaramento todo, apenas tive como reacção uma bela gargalhada e a única coisa que me saiu foi:

- Isto não é normal, pois não?

O meu colega P. que tem um “bocadinho” menos de paciência que eu, chamou-lhe logo parvo. E enquanto o P. lhe chamava parvo eu perguntava-lhe se conhecia a lei, ao que me respondeu:

- Pode-se caçar ali sim senhor. E tenho ali a licença se a quiser ver.

Tornei a dizer-lhe:

- Não, não quero ver a licença. Você é Nadador Salvador e não conhece a lei. Não sabe que não pode caçar com a arma perto da zona de banhistas? È praticante de pesca submarina e não sabe que tem um numero de metros delimitado por lei que o proíbe de o fazer junto á praia?

Entretanto levantou-se e foi-se embora quando se apercebeu que o nosso tom de vós engrossou significativamente.


Mas o mais caricato de toda a situação, é que além de toda esta provocação, no dia seguinte foi pescar exactamente nas mesmas circunstâncias. Aqui acabámos-lhe mesmo com o dia de pesca, liguei para a Policia Marítima e quando se aperceberam que eu estava ao telemóvel, abandonaram o local.


È claro que para estes animais irresponsáveis que trabalham para o I.S.N. sofrerem sanções legais, tem de ser apanhados em flagrante, tal como me disse o agente com quem falei, de qualquer forma afiançou-me que iriam tomar conta da ocorrência e que iriam deslocar-se ao local. Espero que o tenham feito.


Resumindo, o "modus operandi dos asnos é o seguinte:

Vão pelo menos dois. Um vai caçar e o outro fica a vigiar em cima do “molhe” para na eventualidade de aparecer alguém indesejado. Em caso de alerta o mergulhador passa a arma a quem está em cima já em terra e este fá-la desaparecer rapidamente enquanto ele sai a nado pelo outro lado.


Como vêem, para assar uns Sarguetes que nem tamanho legal têem para serem apanhados, é simples e eficaz. Pelo menos até acertarem em alguém por engano.


Meus amigos, são estes anormais que são pagos para vigiar os banhistas como vocês e como eu. È a este tipo de gente em quem temos de confiar a nossa segurança na praia.


E agora perguntam vocês:

Então, e além disto os Nadadores Salvadores não fazem mais nada na praia?

Fazem. E posso garantir em que função os Nadadores Salvadores do I.S.N. da praia do Pontal em Quarteira, são bons.


Sai no próximo post.